Ouvidoria da Câmara Municipal atende o cidadão pelo WhatsApp, mas sigilos são mantidos

14/06/2018 10:22

Por Alecir Macedo - Integrante da Rede Adote Um Vereador

 

Encontrei na página da Câmara Municipal de São Paulo, no Facebook, um post divulgando o atendimento da Ouvidoria pelo WhatsApp: 

 

 

Resolvi fazer um teste, já que há algum tempo procuro informações sobre um suposto processo impetrado pelo vereador George Hato (MDB) contra o vereador Camilo Cristófaro (PSB), e não encontro nada referente ao assunto no Portal da Câmara.

 

Abaixo, um print com a conversa pela rede social que mostra como funciona o sistema:

 

 

A resposta que recebi foi automática -- o que me causou estranheza, pois se a ideia é facilitar o acesso, bastava me dar a resposta solicitada. A mesma burocracia já existe  em outros canais de comunicação da Casa.

 

Algumas horas depois, recebI uma mensagem de confirmação de registro da solicitação.

 

Mais uma hora e recebi nova mensagem informando que os processos abertos na Corregedoria são SIGILOSOS, não existindo formas de acompanhamento do processo -- o que considero outro grande absurdo. 

 

Como pode um processo aberto na Corregedoria ser SIGILOSO, impedindo o acompanhamento cidadão? Somos nós que mantemos a Casa de Leis.

 

A última mensagem não respondi: preferi registrar minha indignação por aqui.

 

Abaixo, print com as mensagens "sigilosas" que recebí pelo WhatsApp no dia de hoje:

 

 

Antes de abrir novos canais de comunicação, a Câmara Municipal de São Paulo deveria acabar com velhas práticas como a manutenção de sigilo em ações envolvendo vereadores.

 

Quais são os critérios para se manter esse SILÊNCIO?

 

Quais os casos que podem ou não ser de conhecimento do CIDADÃO?

 

Acho que tenho novas perguntas a fazer pelo WhatsApp da Câmara!