Ricardo Young (PPS) questiona instalação de vidros blindados

06/09/2013 06:54

Por Rafael Carvalho - Integrante da Rede Adote um Vereador - SP

Ricardo Young usou a sessão plenária de ontem (05/09) para questionar duas decisões da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo.

O primeiro questionamento foi a respeito da troca da empresa fornecedora do vale alimentação dos funcionários das CMSP. O vereador questionou a ligação da empresa vencedora com membros do PT e a qualidade do serviço prestado.

O segundo questionamento foi sobre a decisão da Mesa Diretora em contratar, em regime de urgência, a empresa Blindaço para instalar vidros blindados no térreo da CMSP.

Houve um bate-boca pesado entre Ricardo Young e o presidente José Américo. O presidente chamou Ricardo de leviano, afirmou que a Planvale ganhou a licitação pois apresentou o menor preço (inclusive disse que queria que eles ganhassem) e que os vidros blindados serão instalados por recomendação da Polícia Militar.

Vários vereadores (alguns que nem estavam na sessão) começaram a pedir a palavra defendendo as decisões da Mesa Diretora. Ricardo ficou isolado, recebendo apenas o apoio do vereador Natalini. No final tanto Ricardo como Zé Américo tentaram abaixar os ânimos dos discursos, mas o clima ficou bem tenso!

Ricardo Young gravou um Direto do Plenário explicando o que aconteceu em sua visão. Veja aqui.

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Opinião: Talvez se a Mesa Diretora tivesse desde o início do ano se mostrado aberta à fiscalização da população, esses questionamentos não teriam nenhuma lógica. A instalação dos vidros blindados me parece que começou a ser discutida na primeira reunião de Agosto (não dá para saber o que foi discutido, pois apesar de ter sido a primeira reunião aberta à população, não temos o vídeo disponível). Eu acompanhei alguns trechos da última reunião e o tema foi tratado bem rapidamente, me chamou a atenção na hora, afinal a primeira impressão é que os vereadores tem medo de manifestação. Se o processo tivesse sido conduzido de forma mais transparente, os questionamentos seriam bem menores, pois entenderíamos o processo da decisão e poderíamos avaliá-lo, antes de julgá-lo.

@rafascarvalho