Ministério Público abre investigação contra ex-secretário de Haddad

20/11/2013 20:23
Antonio Donato será investigado por suposto enriquecimento ilícito.
Ele afirma que é inocente e que está à disposição do Ministério Público.
 
Antonio Donato  (Foto: Reprodução Globo News)Antonio Donato (Foto: Reprodução Globo News)

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu uma investigação sobre enriquecimento ilícito contra o ex-secretário de Governo da Prefeitura de São Paulo, Antônio Donato. A assessoria do ex-secretário afirma que ele está à disposição dos promotores para os esclarecimentos que forem necessários.

No último dia 12, o ex-auditor fiscal Eduardo Horle Barcellos, investigado por suposta participação no desvio de parte do Imposto sobre Serviços (ISS) pago por construtoras, disse ao Ministério Público que deu R$ 20 mil por mês ao então vereador Donato entre dezembro de 2011 e setembro do ano passado.

Donato pediu afastamento do cargo no mesmo dia, segundo ele, para não prejudicar o governo. Ele retornou ao mandato de vereador pelo PT e disse que, assim, poderia se defender das acusações.

O ex-secretário está sendo investigado por promotores criminais que apuram  o escândalo. Em nenhuma das investigações foi marcada data para o depoimento de Donato.

Segundo o fiscal Barcellos, o dinheiro que foi enviado para Donato como contribuição de campanha era obtido com cobrança de propina de empresas para dar descontos no Imposto sobre Serviços (ISS).

A expectativa do fiscal com o dinheiro entregue a Donato era garantir que, em uma eventual mudança de gestão, os auditores tivessem facilidades para permanecer no cargo.

Barcellos é investigado e chegou a ser preso por suspeita de integrar o esquema de desvio do ISS na Prefeitura de São Paulo. 

Ex-diretor do Departamento de Arrecadação e Cobrança, Barcellos fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público. 

O promotor Roberto Bodini disse que o suspeito afirmou em depoimento não ter contado a Donato a origem do dinheiro, que era apresentado como uma "ajuda" de campanha. “Que era dinheiro de propina era, isso Eduardo Barcellos esclarece. Parte do dinheiro que ele recolhia de propina ele repassava ao Donato", comentou Bodini.

"Ele esclareceu, é bom que se registre, que em momento algum disse ao vereador que aquele dinheiro era proveniente de propina e disse não ter cientificado o vereador que aquilo era, de fato, uma cobrança criminosa, mas vamos ficar com os números e cada um vai fazer sua avaliação”, disse o promotor.

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