Feira da madrugada: subcomissão questiona administradores

31/05/2011 08:07

Fábio Jr Lazzari/ CMSP
Fábio Jr Lazzari/ CMSP

A subcomissão instalada para investigar denúncias de irregularidades na Feira da Madrugada ouviu nesta segunda-feira o chefe de gabinete da Subprefeitura da Mooca, Altino José Fernandes, e a assessora do mesmo órgão, Amélia Carrara, sobre a gestão administrativa do local.

Os vereadores Adilson Amadeu (PTB), presidente da subcomissão, Aurélio Miguel (PR) e José Américo (PT) questionaram os dois convidados sobre propina, autorização para funcionamento dos boxes, cobrança de uma suposta taxa para funcionamento e também sobre a denúncia de que cerca de 60% das unidades pertenceriam a apenas três pessoas.

"Estou na subprefeitura desde outubro no ano passado. Fiquei como gestor-executivo do Grupo de Gestores da Feira da Madrugada de janeiro a abril. Neste período, uma feira que sabíamos que não tinha licença para funcionar foi desmontada. Depois disso não soube de mais nada”, explicou Fernandes.

Sobre a suposta cobrança de uma taxa de condomínio, os vereadores questionaram para onde estaria indo esse dinheiro, já que, segundo os convidados, as despesas de segurança, água, luz e coleta são pagas pela Prefeitura.

"Fico preocupadíssimo com essa situação porque percebemos que a cidade está sem fiscalização alguma. Como é possível permitirem a construção de boxes irregulares e a venda de produtos contrabandeados e roubados? Sobre a política social, qual a razão de três pessoas terem 60% de todas as unidades? As polícias Civil e Federal estão investigando, assim como essa subcomissão, e tenho certeza que os maus gestores serão penalizados", afirmou Amadeu.

A subcomissão da Feira da Madrugada, instalada no âmbito da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa, foi originada por uma reportagem veiculada pelo Jornal da Record , segundo a qual desde que a Prefeitura assumiu a administração do espaço, em outubro passado, o número de boxes teria aumentado em 300, sendo cada um vendido a R$ 200 mil.

 

Fonte: Portal da CMSP