O Circo da Comissão de Administração Pública

29/05/2012 18:17

Comissão de Administração Pública – 12. Reunião Ordinária 2012. 23/05/2012. Sala Sérgio Vieira de Mello

Presentes os Vereadores Agnaldo Timóteo (PR), Gilson Barreto (PSDB), José Ferreira Zelão (PT) e o Presidente da Mesa Alfredo Cavalcante (PT). Ausentes os Vereadores Domingos Dissei (PSD), Noemi Nonato (PSB) e Souza Santos (PSD).
 
Dentre outros assuntos, discutiu-se o Requerimento 8/2012 proposto pelo vereador José Ferreira Zelão, com o objetivo de visitar urgentemente as unidades do Serviço Funerário do Município de São Paulo para apurar:
 
1 – o estado dos veículos à disposição do serviço funerário, pois há denúncias de deterioração, abandono e sucateamento;
 
2 – estado dos elevadores e equipamentos no Cemitério São Paulo e Crematório Municipal;
 
3 – demora nos serviços de remoção de corpos; e
 
4 - condições de trabalho dos servidores.
 
O requerimento foi proposto com base em denúncias feitas pela mídia impressa. Os Vereadores entenderam não haver questões pontuais, mais precisas a serem averiguadas. As visitas seriam ineficazes, pois o assunto ainda estava muito vago. Seria necessário o adiamento da votação para melhor esclarecimento acerca das denúncias feitas, para colheita dos endereços dos locais reputados com problemas mais urgentes e esse foi o rumo tomado pela discussão. Eis que, pela ordem, o vereador Agnaldo Timóteo pediu a palavra. Solicitou aos demais vereadores que se detivessem a analisar as placas de trânsito e sinalização. Em suas palavras, elas precisam de um padrão para melhor visualização, inclusive durante a noite, pois ele estava indo para um evento, um dia desses, e se perdeu. Não conseguia enxergar as placas!
 
Voltando ao assunto do Serviço Funerário, o vereador Gilson Barreto, pediu o adiamento da votação do Requerimento, pois pensa que o Crematório está em perfeitas condições. Defende que primeiro deve ser analisada a necessidade e depois, se o caso, agendada a visita. Mas, Zelão insiste que a solicitação deve ser atendida. Em suas palavras, o Crematório, localizado na “Vila Maria”, não vai bem. O pedido da população deve ser considerado. E foi seguido pelo vereador Agnaldo, que expressou ficar localizado o único crematório do Município de São Paulo na “Vila Maria”! E continuou classificando como “mala”, palavras dele, certa pessoa pública que deveria comparecer perante àquela Comissão nos próximos dias, em atendimento a outro Requerimento, ainda pendente de votação. Disse: “Ele vem aqui e não fala nada! Escamoteia!”. Estava estupefato por aquele sujeito “mala” constar de Requerimento da Pauta.
 
Por fim, o requerimento concernente ao Serviço Funerário, por não ser embasado em questões pontuais e fundamentais, teve sua votação adiada.
 
Conforme essas poucas considerações e o que lá foi visto, pode-se dizer, com segurança, que os vereadores componentes dessa Comissão não se entendem. A reunião começou com considerável atraso e, em conversa com pessoas da Casa, obteve-se a informação que a falta de quórum é freqüente. As observações “pela ordem” são totalmente fora de contexto e de propósito. Nada acrescentam à matéria em discussão. Cada vereador vota em um sentido. Mas não por prerrogativa, por liberdade de convicção. Votam assim porque não entendem o que está sendo votado, se convocação, se convite ou se pedido de informações. Nem o Presidente da Mesa assim o sabe ao conduzir os trabalhos!
 
É uma tremenda confusão, uma total falta de preparo e uma escancarada demagogia, salvo raríssima exceção.
 
Camila A.T.Silvestre