Audiência revela preocupação com população que vive nas ruas

27/10/2011 06:09

RenattodSousa
RenattodSousa

Em audiência pública bastante esvaziada, com a presença de somente vinte munícipes que estavam lá para debater a proposta de orçamento para 2012, os moradores da região central da cidade reclamaram especialmente da situação das pessoas que vivem nas ruas e da coleta de lixo na região, cobrando soluções imediatas para ambos os problemas.

Dora Lima, representante da Associação Agenda 21, apontou a falta de políticas públicas para auxiliar os moradores de rua. “Existe a Lei 12.306, que trata disso e não é aplicada. Essas pessoas não querem assistencialismo, não é disso que elas precisam, mas de emprego e educação. Para fazer isso é preciso planejamento, coisa que não existe hoje em dia”, completou.

Os munícipes pediram também um maior detalhamento da aplicação dos recursos. “O que mais nos preocupa é que não há transparência nesse orçamento. É preciso descentralizar esses recursos para que os subprefeitos tenham de fato poderes e capacidade de gestão. Isso que foi apresentado é uma falácia, não especifica em qual distrito o dinheiro será investido nem o que está previsto”, disse Dora.

Melhoria no sistema de iluminação das ruas, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com falta de médicos, reforma de calçadas, instalação de um CEU na região, atendimento especializado aos dependentes químicos que vivem na chamada “cracolância” e prevenção de enchentes no Vale do Anhangabaú também foram lembrados.

“A ideia é dar publicidade ao orçamento municipal, quanto mais audiências públicas fizermos, mais esclarecimentos daremos para a população. Queremos que todo cidadão e cidadã possa conhecer e elaborar, apresentando propostas de melhorias e alterações”, disse o vereador Francisco Chagas, vice-presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara.

A audiência ocorreu no auditório do Centro Universitário Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), no bairro da Liberdade, e contou com a presença do vereador Cláudio Prado (PDT) e de Nevoral Alves Bucheroni, subprefeito da Sé.

“Precisamos esclarecer para a população que tentamos incentivar ao máximo a participação da população nas audiências, buscando incentivar esse debate que é fundamental. A sociedade tem que sentir que suas reivindicações foram ouvidas. Em média, foram destinados 19% a menos de recursos para as subprefeituras do que no ano anterior. Já disse e repito, os subprefeitos atuam somente como zeladores. E, na hora de resolver os problemas, faltam recursos até para essa zeladoria”, disse Prado.

A próxima e última audiência externa da Câmara Municipal sobre a lei orçamentária do município ocorre nesta quinta-feira (27), na Zona Norte de São Paulo.

 

Fonte: Portal da CMSP